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Pedro Américo é tema de documentário na Avianca

A Avianca exibe no mês de setembro um documentário sobre o romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor paraibano, Pedro Américo. \nNatural de Areia (PB), desde tenra idade deu mostras de sua propensão às artes plásticas, desenhando a lápis figurinhas em pedaços de papel e modelando bonequinhos com miolos de pão. Quando aluno do Colégio Pedro II no Rio desenhou o imperador sentado, com a cabeça baixa tendo um livro nas mãos, o que lhe valeu matrícula gratuita na Academia de Belas Artes, após elogios do monarca. Dom Pedro II veio a tornar-se seu amigo e mecenas no começo de sua vida. Enquanto desenvolvia sua arte em pintura, estudava latim, francês, história, geografia, retórica, filosofia e ciências naturais.\nFez inúmeras viagens pela Europa, onde estudou em Paris na Academia das Belas Artes, no Instituto de Física de M. Ganot e na Universidade de Sorbonne, vindo a doutorar-se pela Universidade de Bruxelas com tese que refutava o materialismo de Comte, o empirismo de Bacon, o criticismo de Kant, o fisiologismo de Cabanis, origens comuns do positivismo ateu dos socialistas.\nPedro Américo foi pintor, escritor, orador, literato, filósofo, professor e político. Mas tornou-se enaltecido pela pintura, consolidando-se como pintor histórico com quadros épicos notáveis como “A Batalha de Avaí” (1877), sua obra prima. Outros como “Batalha de Campo Grande” (1871), “O Grito do Ipiranga” (1888), “Tiradentes Esquartejado” (1893), traduzem com profunda imaginação a luta dos brasileiros pela pátria amada.\nIngresso na Maçonaria desde 1870, onde galgou elevados graus, pintou o retrato de Joaquim Saldanha Marinho, que foi fundador em 1863 e Grão Mestre do Grande Oriente ao Vale dos Beneditinos. Pintou “Cristo Vivo” (1899), “Cristo Morto” e “Cristo Ressuscitado” (1902).\nPerseguido, injuriado, combatido, Pedro Américo enfrentou vicissitudes terríveis, tendo que fazer pequenos desenhos e vender seus troféus para viver, rebater críticos invejosos. Sofreu muitas decepções, mas jamais deixou de amar o Brasil, mesmo tendo que viver mais tempo em terras estrangeiras. Camões em Lusíadas disse: “Ditosa Pátria que tal filho teve!”, verso que se aplica à figura de Pedro Américo.